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Mostrando postagens de Abril, 2017

Oceano

Aquelas pessoas que entendem as entrelinhas sem fazer perguntas... que dez minutos de conversa valem por um porre sem ressaca, um orgasmo ou um banho de mar... E por falar em mar deu uma vontade absurda de ver o oceano e tudo o que ele significa.

O posto foi típo pílula, caberia num twit e para valer a pena a visita caso não tenha tocado o coração do leitor deixo-o com essa musiquinha aqui.

Quem nunca?

Sensação de estar em carne viva, todas as dores e fragilidades expostas.

5 minutinhos

5 minutos de meditação nos dão aqueles dois segundos a mais para decidir em  momentos tensos e nos poupa de uma porção de pensamentos desnecessários, conjecturas que não vão levar a lugar algum.

Antigamente enquanto alguém me falava algo, dava tempo de visualizar a história contada em preto e branco, cartoon, cordel e fotonovela. Imaginava 412 finais possíveis.

Nunca me surpreendia.


A luz do fim do túnel

A luz do fim do túnel costumava ser verde, aquela dos contatos das redes sociais. Hoje em dia não tenho entrado em túneis.


No canto escuro da net

Onde não tem visibilidade dá para escrever o que bem entender. Então, esse coração que insiste em abrir em horas impróprias - por quê tu tá falando nesse assunto agora?? - se abre mais uma vez.

Nas letras, que é onde me encaixo melhor. Sou péssima falando e isso tem piorado com o tempo.

Hoje quando eu queria reclamar da vida como todo o ser faz, até os bichos olham para seus pais com olhar de queixa, me dei conta que nem lembro mais de ligar para alguém da família tipo a mãe, por exemplo. Uma das razões é por que estou sem telefone faz tempo e ligar é a última coisa que passa pela cabeça fazer. Outra razão é porque me distanciei. Achava isso ruim até me curar da mágoa e perdoar o que eu considerava erro quando na verdade eles fizeram o que puderam, o que sabiam. Acho que cresci.
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Café com 3 bolachinhas

Lembrei de uma aluna do atelier que eu gostava muito. Ela fazia aula só de vez em quando, mas quando fazia era de forma intensiva, ficava o dia todo. Tinha certas peculiaridades como “ser da igreja”, moderna de espírito e distinta senhora na aparência, por fora calma e por dentro um furacão.
Tal como eu, tinha um grito contido na alma. Eu adorava a Carmem. Hoje lembrei de uma coisa que só com a Carmem poderia acontecer: como lá na cidade dela o pessoal era mais conservador e não gostava de nu, ficariam chocados se expusessem um quadro onde mesmo no meio abstrato e difuso desse para perceber mamilos. Então Carmem teve uma idéia. Começavam, ela e a prof, pintando a mulher nua com todos os detalhes, ar sensual, seios, barriga, tudo e depois cobriam com um lençol. Esse lençol tinha tantas camadas quantas fossem necessárias, até que ficasse opaco o bastante para encobrir o que eu achava a parte mais delicada da pintura. E criou assim uma nova catedoria na pintura: o semi-nu.