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Mostrando postagens de abril, 2009
Se eu desaparecer, não me procure, terá sido intensional. Minha filha começou chorando aos poucos, mais a cada dia. Hoje ela chorou o dia todo. To começando a ficar anesteziada. Parei um minutinho só para desabafar. Na verdade eu deveria ter escrito em letras maiúsculas, substituindo um grito.
Sou como criança: quando gosto de uma coisa eu quero de novo. E de novo. E de novo... Tô rindo até agora da história do cabelo bandido. O meu continua solto, e de índole tão duvidosa qto à do pessoalzinho que mora aqui perto e que "emite" tiros a qualquer hora do dia. Isso mesmo: do dia. Mas, de qualquer forma, quando eu vir uma mulher com escova progressiva assumida vou deduzir no ato que se trata de um cabelo com habeas corpus. E tu? Não acha engraçado?
Nada ainda... Tô falando (leia desabafando) sobre o post abaixo.
Ah, agora sim! Pude rir da capa do bol: - Lula diz que Dilma já não tem mais nada, referindo-se ao linfoma. - Posso assistir um vídeo sobre uma mulher que queimou o pênis de um homem. (Também não era para tanto, mas comparado com o terra...)
Gente! What is this? Na capa do terra de hoje: meia dúzia de links onde eu posso ver mulher gostosa. Ou bonita. Ou, se eu quiser ficar bonita, envelhecer bonita, ou evitar as rugas e consequentemente ficar bonita (discutível, outros atributos enfeiam mais do que rugas). Para dizer "gente, que legal!", eu teria que ser homem, ou mulher preocupadíssima com a aparência. Não sou nem um, nem outro. Fazia tempo que não acessava o terra e pelo visto não perdi muito. Não me identifiquei. Não que me incomode, mas eu prefiro ver outras coisas, tipo aqueles fatos que mesmo sérios, fazem a gente rir pelo ridículo das respectivas manchetes. Coisa que gente como eu, meio acética, mas que não resiste quando o riso vem. Ah, e acredite, ele vem fácil.
Quanto ao desamor que eu estava prevendo, vejo nuvens negras se aproximando. Ainda bem que são só nuvens e que logo vou me recuperar. Que sina, hein...
E aquele papo de despaixão, não sei, ainda não me recuperei. Dá uma tristeza, eu não estou preparada, só vou estar quando cada coisa estiver no seu lugar.
Dia desses, meu marido se referiu ao cabelo rebelde como cabelo bandido: quando não tá preso, tá armado. Ri muito! Pior foi ontem, estávamos assistindo Prison Break e ele disse: - Esse é um bom exemplo de cabelo bandido. - referindo-se a mulher do C-note. - É. E comecei a rir. - Na verdade é um cabelo bandido sob custódia porque ele tá controlado, olha só... - Mas tem uma rebelião começando, olha atrás como está! Tivemos que dar pause, eu chorei de rir. Não posso pensar no assunto, eu rio muito! Cabelo bandido sob custódia, ou em condicional é o que mais se vê. O meu acaba de receber um habeas corpus. (perdoando o erro de latim, não é minha língua o que não quer dizer que eu não deva saber, mas... )
Hoje é dia que eu vou caminhar na rua com meus filhos. Vou levar um deles ao médico. Já sei o que vai acontecer: 90 % dos carros que irão dobrar à nossa frente não darão seta. Se eu soltar a mão do menino de 4 anos por um segunto, ficarei alguns minutos com os batimentos acelerados, e algunas horas com muita raiva dessa gente desumana. Custa dar o sinal de que vai dobrar? Custa virar a esquina olhando para frente também? Não desejo de forma nenhuma que algo aconteça com um dos dois que eu carrego, mas se eu for atropelada numa situação dessas, ignoro a dor, dou no cara e serei acusada de lesões corporais. Justo. Isso só não acontecerá se eu estiver toda quebrada, é claro. M Vou lá, me preparar para sair com os dois e enfrentar essa gente desumana que anda de carro e acha que pode tudo. Pesestre, aqui, não tem vez. Além de pobre e tido como boca-aberta. Não eu!
Meu menino está melhor, e minha menina cresce assustadoramente. Já está chegando na fase das papinhas. Nosso reino por um pacote de bolacha maria!
Feridas abertas... Mas o sorriso estampado, sarcástico mas sobretudo sincero.
"Todo casamento sem amor resulta em amor sem casamento." Millôr Fernandes Prefiro uma traição ao desamor. Bom, sem pessimismo, esse é o rumo natural das coisas: a falta de paixão, o amor vai diminuindo e por fim, alguém nos olha com outros olhos. Aqueles olhos, que tanto ansiávamos por ter tido por mais tempo e que não existem mais. Quando percebemos que o desamor (e ele virá) vai acabar em traição é um pouco dolorido. Mas ao menos não estaremos competindo com nós mesmos. E, como diz Millôr, todo homem precisa de uma mulher ao lado porque tem sempre uma coisa ou outra que não podemos culpar o governo. O mesmo se aplica aos homens :)

Desamor? Despaixão?

Ontem eu comecei ficando chateada com certas conclusões a que cheguei e acabei o dia na mais profunda depressão. Hoje estou com raiva de mim e ainda um pouco triste, não quero pensar nisso. Sabe quando tu encontra uma pessoa que reúne tudo o que tu busca em alguém? E que vê em ti os aspectos dos quais tu tem mais orgulho? Pois é. Eu encontrei essa pessoa, o amor que eu sempre busquei. O problema é que tudo aquilo em que ele baseava o amor dele por mim, aos olhos dele não existe mais. Já me disse absurdos que confirmam o que eu estou dizendo. Anda impaciênte com tudo o que eu faço, deixo de fazer o digo. Eu acredito mesmo na teoria de que gostamos mais das pessoas que fazem a gente gostar mais de nós mesmos. Baseado nisso, o meu amor tá diminuido, gota por gota. A raiva que eu tenho é de mim, por ser tão vulnerável, coisa que eu não era. Era onde residia minha força. Doeu demais saber que a paixão acabou e que durou tão pouco. Doeu ter que dizer a ele que eu tenho consciência, que ele p
Meu filho está com catapora. Dentro de alguns dias minha bebê vai estar também. E o medinho de que um dos dois contraia febre amarela continua, às vezes se transformando em pavor.
Postei, no meu outro blog, algo sobre a imprensa. To me sentindo meio culpada. Parece que eu tô ignorando a dor alheia em detrimento ao novo e atraente. Não é isso, sou solidária sim, só acho que pena por pena, somente, não leva ninguém a lugar nenhum. Nem a vítima, nem o algoz, nem o expectador condoído, se este nada fizer. A opção pela ignorância, sim, deve ser castigada. mas quem sou eu...
No post abaixo, espero ter sido clara o suficiente para não se taxada de sem coração. É por ser sentimental demais que eu não gosto que usem o sofrimento alheio para ganhar dinheiro.
Fico indignada quando constato certas coisas. Uma delas é a idiotice humana, no caso, a minha. Prometi em alto e bom som nunca mais olhar o Jornal do Almoço. Eu já não gostava muito, apenas salvava Lazier Martins, que ao meu ver é acima de qualquer crítica. Já falei sobre ele e ratifico agora: ele se expressa bem e tem respeito pelo telespectador. Mas o jornl em si é um saco. Nem parece que tem a abrangência que tem dada a sua pauta popular. Eu acredito que um jornal, a imprensa de um modo geral tem o dever de não só informar, mas de "formar". Tem gente que aprende observando, ora! Todos os dias acontece a mesma coisa, um pouco de notícias locais, os crimes, a saúde, uma denúncia e um fato para deixar a todos comovidos, com ânsia de vômito e tudo, futebol. Não é difícil encontrar estradas ruins, nem fila nos hositais, nem crimes de deixar qualquer um atordoado. É isso que me icomoda no jornalismo, não se tem buscado nada novo, o olhar sobre o mundo continua pequeno, restrito.

Desabafo

Filho, a mãe te ama muito, e tá com saudade de ti. Tu não sabe ler ainda mas logo vai aprender e vai acabar vendo isso. Hoje estamos longe e eu estou triste.Mas o que mais dói não é a saudade, é ver pessoas usando meios discutíveis para ocupar um lugar que verdadeiramente não merecem no teu coração, e o pior: conseguindo, se valendo da tua condição de criança. Se te amassem de fato, "teriam tempo" de te ligar e aí sim teriam direito ao lugar que pretendem no teu coraçãozinho. Espero que asssim que possível tu veja as coisas como elas são e que me perdoe por te dizer a verdade da forma como eu digo, que perceba o quê realmente importa, quem de fato te ama e quer te ver preparado para a vida e para o mundo. Que o fato de eu querer que tu faça as coisas sozinho não quer dizer que eu não esteja ali para te ajudar, e esperar de ti bom humor não quer dizer que não entendo lágrimas e tristeza. Dessas últimas estou farta, é verdade, mas das minhas, o meu abraço estará sempre te esper
Foi assim: estávamos com vontade de mudar de casa, queríamos uma com paredes de uma cor só, melhor que a nossa, mais perto das minhas clientes e do trabalho do meu marido um requisito importante nunca mencionado por ele mas que se eu pensasse um pouquinho poderia supor que é a sala quadrada, com boa acústica. Numca se falou que a casa seria num bairro tranquilo. Isso era natural, mas praticamente impossível por uma razão: aluguel mais barato. Ondde é que se consegue isso? Num bairro desvalorizado, óbvio. Eis que viemos parar no lugar mais malfalado da cidade vizinha. Gostamos de casa e decidimos nos mudar. Quando decidimos, eu fiquei várias noites sem dormir direito, sonhava com os bandidos, com minhas crianças e com os amigos do meu ex-marido. Nossos amigos também ficaram apreensivos. Minha irmã me perguntou o que eu faria com os tiroteios, com as ruas fechadas pela polícia, com a falta de liberdade. Quase enlouqueci me preocupando. Fiquei mais de um mês sem ouvir um único tiro. Tudo
Sinto como se as amarras que prendiam minhas mãos e pernas se soltassem. A que prendia minha cabeça eu soltei assim que notei. Na verdade, era só uma vendazinha nos olhos, era até um pouco transparente. Estava difícil encontrar a mulher que um dia fui, inconsequente, corajosa, audaciosa, mulher da qual eu tinha orgulho de ser. Aos poucos, bem devagar, consigo me reconhecer. Eu já tinha até saudade de mim. Eu bem que gostaria que esse processo todo fosse mais rápido, que uma vez que a gente diagnosticasse o problema, ele se resolvesse. Saber o porquê de estar assim não muda o que eu sinto, só me tranquiliza um pouco e me dá a certeza de que vai passar.
Ah se eu tocasse algum instrumento... Ou se cantasse de forma a não deixar quem ouvisse constrangido...
RHCP continua muito bom. Meu marido me trouxe Ramones, e sabe aquela alegria instantânea que certas situações provocam? Pois é, foi assim. Se ele me visse dizendo isso justificaria dizendo: é, morando nesse bairro é fácil encontrar alegria instantânea.
Minha menina já está com quatro meses! Meu menino começou a ir à escola! Aprendeu seu primeiro palavrão, já me pôs um apelido e tudo. Minha menina vai começar a comer papinha dentro de alguns dia. Meu ex-marido continua o mesmo. Ainda não pagou um mês de pensão sequer! GRRRRRRRRRR! Meu prejuízo foi grande, o que ganhei de experência com esse casamento perdi em empregabilidade. O post que explica essa última frase chegaria a um km. Mas, hoje considero-o meu melhor amigo, foi por ele ter sido como foi que sou feliz como sou hoje. Se ele tivesse sido more or less, eu jamais teria tido de coragem de deixá-lo.Obrigada, e sorry.

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