quinta-feira, 24 de maio de 2012

As amarras internas

Hoje lendo um post nada a ver com esse assunto, não parei de pensar na coragem que está me faltando. Não como antes, mas estou sendo aquele exemplo de entusiasmo que já fui várias vezes. E de tantas idas e vindas do fundo do poço já tenho lá minhas estratégias para reagir. Uma delas é conversar com gente que tem um problema maior que o meu. Outra é lembrar que sim, claro, vai passar. Let it be.

Mas realmente, mais que entusiasmo é preciso coragem por que tem horas que nosso sonho nem é tão dourado assim.

Quando penso em desistir, penso naquelas crianças que são atletas. A missão delas é maior que a minha e o que elas querem é o primeiro lugar. E primeiro lugar só tem espaço para um! Superam a dor, o medo, e tentam. Por anos, se for necessário. Penso nas modelos que põe a própria aparência a julgamento. Eu ainda não pus nem meu trabalho (por que ainda se confunde demais comigo mesma) imagine meu "eu"!

O maldito medo do julgamento dos outros, o medo de não ser a melhor e pior e mais assustador ainda: o medo de ser comum e medíocre. Meus deus... isso me apavora. E não poder fazer, não ser capaz. Impotente, isso também judia e trava.

E coragem para mim é ir adiante. Com um certo medo, porque quem não teme não precisa de coragem, já é ousado ou sem noção o bastante.

Se eu tenho medo? Muuuito. Ele insiste em me acompanhar e parece que quanto mais o tempo passa, mais aumenta e de mais coragem preciso. E continuo tentando. Tal como os atletas quero o primeiro lugar, ser a melhor em tudo sempre. Deve ser por isso que tudo me parece tão arriscado, tão difícil. Tenho uma lista de coisa praticamente impossíveis aue já fiz e que preciso relembrar em momentos como esse. Tem horas que tudo parece estar fadado ao sucesso absoluto, que nada vai dar errado. Em outras... Ao menos sou sincera comigo mesma.


domingo, 20 de maio de 2012

Em Rivera todos os finais-de-semana

Promover vinho me coloca num outro patamar: tô me sentindo mais culta e mais phyna. Não que eu diga ou dê a entender, mas o pessoal fala como se eu fosse a Rivera todo o final-de-semana buscar vinho. Assim me consideram. O vocabulário é outro (descontando o tipinho entendido fake), trocamos dicas, e tenho me dedicado ao assunto. E a beberagem, claro. Portanto estou também  mais alegre.

Tenho conhecido muita gente e algumas dessas pessoas quero manter contato. Umas porque são simpáticas, outras porque gostam das minhas pulseiras (vendi várias) e outras não sei bem o porquê, só gostei e pronto.

Ganho um dinheiro bom, trabalho 3 dias por semama (pena que inclui o sábado e está por piorar incluindo o domingo), dá tempo de estudar, de curtir minha casa, fazer outras coisas...

Tenho aceitado o fato de que talvez eu seja mais bonita do que achava, considerando as "cantadas", olhares e perguntas. E que meu visual de Emília do Sítio provoca inveja, a julgar pelo olhar do travesti para mim.  Aquela coisinha de um metro e meio de altura, corpete pink e duas fitinhas amarradas nas pernas (como nunca pensei nisso antes, um charme!) me olhou de alto a baixo com uma cara que me arrancou risadas, tive que enfiar a cabeça dentro do balcão para rir. Mas pense num olhar de profundo desprezo, desdém, nojo e multiplique por cem. Nos próximos 3 atendimentos eu ainda estava rindo. E todos sabem que não tenho nada contra gays, que teria filhos gays numa boa, que simpatizo inclusive. Só pode ter sido a make up que causou isso tudo. Devo ir na polícia?

Ontem, ao final do expediente me dei conta de que tinha sobrado muito vinho e que não sabia se o gerente deixaria que eu saísse com as embalagens abertas do mercado, emiti alto um "e agora, o que eu faço".Nisso um senhor que passava e ouviu veio me perguntar o que tinha acontecido. Contei e ele riu muito, já chamamos outras pessoas e estava pronta a reunião, todos querendo ajudar a acabar com o vinho (que prestativos!). Ah, e eu também não pago imposto para rir, ainda mais depois de um copinho aqui outro ali.


Dois funcionários depois de uma discussão sobre minha idade foram me perguntar. Um achava que eu tinha 25 e outro, 27. Eu tenho 32. A idade da mãe de um deles. Se tempo valesse dinheiro como no filme In Time, eu teria ganho, além do upgrade todo, mais de meia década.

Gosta de vinho seco?

Devo não ser a única e ter certos preconceitos velados. Um deles é o que eu tenho com coisas e profissões tidas como fáceis. Se alguém opta por algo simplesmente por que é mais fácil, desculpe, é alvo do meu preconceito. 

Confessei. Devo já avisar que esse post não é livre de ironia.

E eu tinha preconceito com degustadoras. Pensava na graça que teria ficar alivendo o tempo passar, não usar nada do intelecto só oferecendo coisas para as pessoas. Na minha opnião eram literalmente rostinhos bonitos e só. Isso até sentir na pele o que é. A degustadora tem que se benzer todo o dia contra a inveja (todo o mundo se pergunta como foi que ela conseguiu), estar sempre bem querida, aceitar ser completamente ignorada pelas outras mulheres, sendo ou não possíveis clientes, ter um poder de persuasão "violento" e responder a todo tipo de pergunta (inimágináveis, eu garanto).

A parte do completamente ignorada pelas mulheres é um caso à parte: elas passam e nem olham enquanto os maridex que seguram pela mão ou que vem logo atrás estão sempre com os radares ligados e não perdem nada, não importa se feia ou bonita. Eles olham sempre. O que pensam eu realmente não sei. E elas se achando as espertas, as lindas, as imperdíveis. Ok. Se eles me cumprimentarem, as donzelas tem que parar e esperar o maridinho provar e aturatem minha doce presença.

No meu caso, degusto vinho e suco natural orgânico e tenho que aturar os pseudo entendidos. Gente que não entende nada de vinho e quer parecer enólogo e gente que diz que não gosta de produtos orgânicos porque sente o cheiro do adubo. Elas acham que os produtos normais, esses cheios de agrotóxicos são cultivados usando que fertilizante? Adubo orgânico, aquele mesmo que você está pensando ou seria... luz? 

Mas tem lá seu lado bom. Mas isso é assunto para outro post. Por enquanto, sigo provando do próprio veneno.


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Podia tá matando

Tem um mendigo que vem aqui em casa quase todas as semanas.

Ele leva qualquer coisa que pusermos numa sacola e agradece. Nas primeiras vezes, ouvi a batidinha na porta e não o vi, mas agora já sei da mania de bater e descer da área rapidamente. O ritual é sempre o mesmo. Bate, se afasta, pega qualquer coisa que entregarmos à ele, avisa se alguém esqueceu algum brinquedo na rua, agradece e vai embora. Se não tenho nada de reciclável (nem sei se é bem isso que ele quer) só aviso para passar outro dia e ele pede uma vela.

Tenho que ter sempre velas em casa. E deixo sempre algo separado para o Polenta.

 Perguntei se ele tinha sobrinha ou filha menor que a Mari. Ele não, mas sabe quem tem. Dei roupinhas e sapatinhos. Minha irmã mandou dois pares de botas (de couro!!!), caixa de chá, tapetes, estojo de óculos e aquelas meinhas de celular, cestinhas... Mas antes que eu pudesse entregar, minha outra irmã esteve aqui e confiscou as botas. Bem, talvez não fosse o tipo dele...O resto ele deve ter adorado.

 Às vezes, ele tem um pouco de sorte. Dia desses demos 4 cadeiras. Ele nao sabe, mas vai ganhar uma prateleira. Mas eu acho que ele gosta mesmo é das sacolas, da surpresa ao abrir, da novidade. Eu guardo e dou para ele não pela pobreza, mas por saber que ele gosta. Nem imagino o que ele faz com as coisas, se joga no lixo (ou nos fundos de casa), se dá para alguém ou se vende. Mas o que eu mais gostaria de saber é o que ele faz com as velas.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Low profile

Uma das coisas que aprendi andando de skate foi ter mais paciência. Mas olha: é duro. Não tenho só que esperar minha vez, tenho que andar melhor para ter vez. E revesar o skate com o filho e o marido.

Estou esperando faz um tempo. Desde que meu marido quebrou o pulso nunca mais fomos à pista, portanto ainda não faço aquelas manobras e nem ando na rua, falta prática. E eu adoro aquele lugar, mesmo que seja para ficar sentadinha quieta.

Um dia minha irmã ligou:
-Mana, tu tá onde?
-Na pista.
-Sozinha? tu tá doida?
-Não. Posso fingir que sou mãe de alguém.
E vários pares de olhos apenas me olharam, mudos, surpresos.

Lá ninguém fala comigo e não existe possibilidade de encontrar alguém conhecido. Posso estar com a cara que quiser. Ninguém fala nada. Sentam do meu ladinho mas não me dirigem a palavra. Isso dá um conforto... Adoro essa liberdade que o anonimato dá.

Outra coisa que não sabia é que os skatistas parecem que seguem um código de conduta de não rir dos erros dos outros. E de aceitar o diferente. São todos bem distintos entre si, a única coisa que tem em comum é o tipo do tênis e não é só pelo visual, é para poder ficar em pé mesmo no shape.

Eu venho do rock, da esquerda, do lado B. Claro que sou do contra. E sou também extremada. Mas entendo que ir para a pista toda arrumadinha (mas com a mente despojada, claro) é para testar o limite de aceitação do diferente de cada um. E parece que aquela gurizada aceita. Já fui de sapatilha e short (mas não andei), já fui com os olhos glamourosamente maquiados, com roupa de trabalho e até com tênis de caminhada daqueles bem redondos embaixo, difíceis de se para em pé imóvel sobre eles. Lá eu percebi que para amar skate não precisa fumar maconha, nem andar com visual caricato. Posso escutar nouvelle vague, usar vestidinho e andar toda embonecada numa boa. É até melhor. Imagine se eu resolvesse adotar o visual do Chorão do Charlie Brown jr? Ninguém diz nada. O que conta lá é a vontade de se superar, se fazer algo que ontem não conseguíamos.

Mas a grande lição não foi só aprender a esperar, foi a me julgar menos. Posso ser exatamente quem sou.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

De volta

Sabe aquele tesão por alguém que não acaba?
Alguém que demoramos muito para ver, que temos a maior saudade?
Aí, quando encontramos queremos aproveitar ao máximo e temos pouco tempo, tudo tem que ser muito rápido? Preocupados em curtir e preocupados com o tempo que já vai acabar?

Essa é minha relação com a internet. Isso mesmo: com a internet. Vício, saudade, exigência de rapidez, tempo curto.

Internet para mim sempre foi coisa de primeira necessidade. Faz parte do básico do ser humano. Quando morava no interior do interior ia à cidade uma vez por semana dar uma navegadinha básica. Como sempre com roteiro pronto, mas com um viés para as descobertas ao acaso.
E agora que faço faculdade à distância é imprescindível. Eu até que fui muito persistente (e assumidamente viciada) com todo esse tempo de lan house. Gurizada gritando, cheiro de salgadinho, note para lá, pendrive para cá, meu deus... Saí de lá desesperada com as avaliações que tive resultados péssimos por falta de concentração muitas vezes. E a culpa, dessa vez era deles.

Mas enfim, estou com net em casa outra vez. Estou de volta!!!!
Imagine como vou comemorar: mares adentro!

segunda-feira, 19 de março de 2012

Musica do dia

Ainda na nova programação

Saí do emprego outra vez. Parece que pôr um fim nas coisas (e recomeçar) é minha especialidade.

A nova programação

Mais uma vez tentei me separar. Na verdade, nesse tempo que não postoi foi mais de uma vez, coisa que não vale a pena relatar. Ainda se tivesse algum detalhe sórdido diferente das demais separações, mas não, não tem. É a crise dos sete anos que começou aos... desde quando mesmo?

Mas tudo bem. Até prefiro mesmo essas relações mais tranquilas (eu sei, acabei de falar em crise como pode ser tranquilo?), livres de ciúmes, de posse, de desculpas esfarrapadas. É tão bom não dar explicações, é tão bom ser autêntico e verdadeiro. E é bom ter o mesmo de volta.

Só essa parte da ausência de desculpas esfarrapadas já é motivo para viver com alguém a vida toda! Que boba eu sou... Mas sendo mais realista, boba eu era quando achava que casamento era feito de paixão, e se era diferente disso, sem aquele brilho no olho enorme, tomando conta do rosto, invadindo o ambiente (e a vida) então não queria, não era para mim. Mas enfim cresci (ou envelheci, não sei) e já acho que confiança e carinho já são o suficiente. Sinto falta de respeito, apenas. Admiração. Mas... vou pensar nisso outro dia, já que não posso fazer ninguém me admirar assim, só porque eu quero. E eu sei que lá no fundinho ele tem sim, admiração. Pena que vem junto com uma certa sensação de insegurança, já que os motivos que meu marido tem para me admirar são os mesmo que me afastam violentamente dele.

Chega, o post tá grande. Tudo isso para dizer que mudei e que meu coração tá tranquilo. Sempre com aquela pontinha de solidão mas isso acho que já faz parte de mim, não é uma situação.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Ok, estou no intervalo. Devo desligar mas não consigo. Sou workaholic assumida não importa onde esteja trabalhando. As coisas continuam ladeira abaixo e eu acabei deixando. Quanto antes forem, antes tudo fica melhor.

Nada de marketing. Nada de arte. Nada de expectativas. Só o que bem definiu Milan Kundera como sendo a insustentável leveza do ser. Ou quase isso, já que leveza sugere ausência de problemas ou de objetivos. E tanto problema quanto objetivos tenho aos montes. A esperança é que por vezes diminui até quase sumir. Mas deixa estar, nada como um dia após o outro e um encontro inesperado, um e-mail, ou um insight para mudar tudo.

E tem gente que acha ruim ser bipolar.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Se eu agir estranhamente

terá sido por causa do post abaixo. Não querendo se chatear nem leia, foi um mero desabafo. Ando sem amigos, longe de todos outra vez.

Desperate woman

O professor remoto que me tirou o sossego tempos atrás deu sinal de vida. Parece que anda mais maduro agora e que não se chateia mais com minhas negativas. Mesmo achando que meu marido bem que merece não tenho vocação para infiel. E falando em merecer, o mesmo deve acontecer comigo já que partimos do princípio que ninguém é perfeito, ainda mais depois de tantas crises e que se eu ouvir um eu te amo terá sido engano qualquer coisa no sentido de vou viver o resto da vida contigo é promessa vã, dita no automático. Nem precisa. Sim, me ama como alguém da família. Ponto.

Meu emprego beira o insuportável e enquanto outro não vem tenho que recuperar as forças. Sou a melhor vendedora e isso já ajuda muito. Me prometeram que assumiria o marketing mas ouvi rumores de que uma agência está fazendo (começaria com o e-mail que a dita agência está desenvolvendo). Esse era o motivo que me levava adiante naquela loja e agora foi por água abaixo.

Deixe que vá. Estou procurando outro. Despeitada, com a sensação de dever naõ cumprido. Parece que não fiz tudo o que poderia.

Minha tanto mandou meu pai embora que acabou indo. E agora ela está desesperada, perdida e inconformada.  Mas eu sempre quis que eles se separassem e acredito que ela vai finalmente "viver". Imagine então que quando uma criaça deseja que seus pais se separem e isso ocorre quando ela já é adulta é porque já é tarde, bem tarde. Tem sido difícil equilibrar as fúrias (menos a minha, que anda bem pequena), os medos, os ânimos e os preconceitos.

E para completar guardo um segredo dele. Me confidenciou que teve um, nas palavras dele, desvio de conduta. E a frase que era para entrar fundo no peito, me deixar pasma apenas me fez rir. Eu notava que ele agia estranho desde uma certa época. Agradecida pela cumplicidade, é verdade, mas preocupada pois quando todos souberem eu estarei na lista dos que já sabiam. 

A dieta foi pelos ares. Nem uma graminha sequer. Mas não quero pensar em peso agora. Ando bem de saúde e não estou gorda demais. Juro.

Tô aprendendo a andar de skate. Lentamente. Minha vontade é descer de uma vez a rampa. Se for sozinha na pista vou fazer isso.

 Mas não quero falar disso tudo. O que me tira o sossego é que fiquei para exame nas 4 disciplinas do módulo passado e nas condições que estou agora é impossível recuperar. E nem foi culpa minha (claro, um dda sempre culpa outras pessoas), é que fui para as provas sem um pingo de concentração por causa de um pequeno problema de falta de diálogo com minhas colegas. Eu deveria ter dito: "tá gente, vou ignorar que é semana do natal e vou lá fazer a prova mãe das provas e já volto para trabalhar até as dez, fiquem no meu lugar, please!"

Nem sei por onde começo. Não sei se leio, assisto às aulas, arrumo o quarto da mãe (mesmo sem saber se ela fica ou naó fica), se vou para a pista, paro de comer e fico magra com ar dramático (um luxo!). Por agora, uma navegadinha tranquila (tranqila???),

Mas vamos lá: quem sabe consigo o impossível?

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Formada em tudo?

Não sou pessoa experiente. Mas quando comparo certo conhecimento com o de outras pessoas (principalmente mulheres) da minha idade vejo que parece que vivi bem mais. Mas a vida guarda seus segredos que deixam a gente com cara de boba, bem do tipo "como naõ pensei nisso antes?". Me refiro ao conhecimento bobo, como para que serve um curvex, ou o que é lixívia. Boa parte deduzi, outra parte li, mas nem tudo aconteceu comigo. De certa forma sou bem observadora.

Não que eu queira me exibir, é que vou mais a fundo nas coisas. Isso tem um lado bom mas tem também um lado digamos, desfavorável: posso ser uma chata por saber das coisas. E viver à beira do tédio quando parece que nada mais é de todo novidade.

Pretensiosa? Juro que não. Ao menos não por esse motivo.

Ontem fui ter uma conversa um tanto tensa com minha chefe. Eu não contava com a habilidade dela de virar o jogo e saí perdendo. E hoje, estranhamente me sentia muito melhor. Mais tarde, depois de pensar bastante sobre o estado das coisas, o motivo de não estar na ressaca moral é que percebi: uma discussão não nos deixa melhor por poder desabafarmos. Serve também para que o outro se justifique e possamos entendê-lo melhor. Depois dessa compreensão toda, quem não repensa seus atos?

Ou será que fui persuadida? E quanto mais falo mais me enrolo?

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