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Insensível, não.

Com eu estava dizendo, não chorei pela Isabela. E já critiquei a mãe dela por não tê-lo feito. Aí, me explicaram que tem gente que é assim, que chora por dentro, que é forte, essas coisas. Não entendo. Se ver um filho assassinado pelo próprio pai não é motivo que justifique expressar abertamente a pŕopria dor, então... Não fui bater palmas em frente à tv quando os pais de isabela foram condenados. Não é um show, não é algo bonito, é só o caminho da justiça, era só o fechamento do que já tinha começado. Ah, e ela não é a única. Em todo o lugar acontece. Também não chorei por Santa Catarina. Ao contrário, admirei a coragem e os princípios daquela gente. Sim, me pareceu que eles consideram que perda total não é perder bens materiariais e ficar desabrigado. Perda total é ter a familia sob o lodo. Concordo! E aqui, também tem enchente. E as pessoas continuam morando nas áreas que pertencem ao rio. Mas o que eu quero realmente dizer, é que concordo com Chicuta. Quando quero ver notícias, que...
Ah, agora sim! Pude rir da capa do bol: - Lula diz que Dilma já não tem mais nada, referindo-se ao linfoma. - Posso assistir um vídeo sobre uma mulher que queimou o pênis de um homem. (Também não era para tanto, mas comparado com o terra...)
Gente! What is this? Na capa do terra de hoje: meia dúzia de links onde eu posso ver mulher gostosa. Ou bonita. Ou, se eu quiser ficar bonita, envelhecer bonita, ou evitar as rugas e consequentemente ficar bonita (discutível, outros atributos enfeiam mais do que rugas). Para dizer "gente, que legal!", eu teria que ser homem, ou mulher preocupadíssima com a aparência. Não sou nem um, nem outro. Fazia tempo que não acessava o terra e pelo visto não perdi muito. Não me identifiquei. Não que me incomode, mas eu prefiro ver outras coisas, tipo aqueles fatos que mesmo sérios, fazem a gente rir pelo ridículo das respectivas manchetes. Coisa que gente como eu, meio acética, mas que não resiste quando o riso vem. Ah, e acredite, ele vem fácil.
No post abaixo, espero ter sido clara o suficiente para não se taxada de sem coração. É por ser sentimental demais que eu não gosto que usem o sofrimento alheio para ganhar dinheiro.
Fico indignada quando constato certas coisas. Uma delas é a idiotice humana, no caso, a minha. Prometi em alto e bom som nunca mais olhar o Jornal do Almoço. Eu já não gostava muito, apenas salvava Lazier Martins, que ao meu ver é acima de qualquer crítica. Já falei sobre ele e ratifico agora: ele se expressa bem e tem respeito pelo telespectador. Mas o jornl em si é um saco. Nem parece que tem a abrangência que tem dada a sua pauta popular. Eu acredito que um jornal, a imprensa de um modo geral tem o dever de não só informar, mas de "formar". Tem gente que aprende observando, ora! Todos os dias acontece a mesma coisa, um pouco de notícias locais, os crimes, a saúde, uma denúncia e um fato para deixar a todos comovidos, com ânsia de vômito e tudo, futebol. Não é difícil encontrar estradas ruins, nem fila nos hositais, nem crimes de deixar qualquer um atordoado. É isso que me icomoda no jornalismo, não se tem buscado nada novo, o olhar sobre o mundo continua pequeno, restrito....
Contando não é tão engraçado, mas tente imaginar a cena. Dia desses, o assunto na Gaúcha era a visão que o mundo tem do Brasil, se conhecem ou não nossa cultura, se nos confundem com a Argentina, se sabem ao menos nossa posição geográfica. Segundo um dos convidados do programa, estudantes italianos, um país com relativo desenvolvimento, não sabem nada a nosso respeito além do nome de meia dúzia de jogadores de futebol. O programa estava indo bem, os convidados empolgados, o assunto crescendo, muitos e-mail e tudo o mais até que uma ouvinte dando uma de bem informada "oferece" a seguinte pérola: por quê não discutir sobre ufos, assunto em voga em todo o mundo no momento? Ela justificou, questionou a importância de se falar sobre a opnião do mundo a nosso respeito. Lido o e-mail, Lauro Quadros "emite" o seguinte: Pois é, será que eles sabem da nossa existência?

Lazier Martins

Gosto de ver Lazier Martins. Às vezes, pouco me interessa o assunto, gosto mesmo é de ver a forma como ele se expressa, natural e convicta usando um vocabulário apurado e pouco corriqueiro. Isso demonstra o respeito que ele tem pelo telespectador, confiando que não somos todos ignorantes, alheios e burros.