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Mostrando postagens com o rótulo About me

Constatação

Esse blog, por vezes parece escrito por uma garotinha de sete ou oito anos. E de forma tão ingênua quanto à da menina que dominava uma laranja com o pé sem sucesso algum e ainda comemorava. Tanto a dona do blog quanto a menina, cheias de razão. Menos mau. Eu só queria às vezes deixar de lado esse azedume que parece crescer com o tempo ao invés de diminuir com a maturidade e rir cada vez dos meus fracassos. Não aquele riso sarcástico, que só a boca executa, aquele que me fazia erradamente me sentir mais forte, como se riso amargo fosse sinal de alguma coisa além de sarcasmo. Quero aquele riso genuíno, com os olhos, de pura inocência, achando realmente engraçado qualquer que seja o tropeço. Ou o tombo.

Faith

Eu era assim: não tendo, a gente providencia. Não há mal que sempre dure, diz minha mãe. Essa era a minha fé. Até que o pessimismo tomou conta de mim, e o meu lema mudou: nada está tão ruim que não possa piorar. Aquela coisa: de tanto ver dar errado, acabei me convencendo de que esse era o rumo natural das coisas. Sentimento típico de dda, traço, que só se manifestou com força nos últimos tempos, me enchendo de vergonha. Era um sentimento contraditório, me envergonhava por me ver realista e, ao mesmo tempo, justificava. Bom, aí, é aquilo que todos sabemos: a pessoa acaba fortalecendo mais e mais o sofrimento, cada vez que o justifica, o efeito é como se estivesse o alimentando. Há uns anos atrás, eu me orgulhava de ser otimista, mas nos últimos tempos considerava todos os otimista uns cretinos. E eu, assumo ser cética. Quanto engano... Hoje dou a cara à tapa: sim, as coisas podem melhorar, e muito. E me sinto bem melhor, assim, otimista e tento me convencer de uma vez por todas, que ne...

notícia deliciosa

Minha filha caminhou pela primeira vez! Vários passos... Ela caminharia de qualquer jeito, mais dia menos dia, mas estou muito tão orgulhosa como se ela fosse a única criança capaz de fazer isso. Foi assim com meu filho também. Esse é um dos dias mais felizes da minha vida, e já contei inúmeras vezes, para inúmeras pessoas a mesma história: do dia em que ele caminhou. Agora é a vez dela. Quem tem filho, sabe o que é. E sabe que tem razão para tanta comoção. E antes de compartilhar com outras pessoas, estou aqui, compartilhando com vocês.

lembrei de uma coisa da qual não sinto a menor saudade

mas que vale a pena ser lembrada. Entenda porquê: Meu marido, quando nos reencontramos, na época em que ainda nos falávamos de forma virtual, pedia que eu enviasse muitos e-mails e mensagens. Gostava de e-mails longos, . Na época, eu era um pouco mais objetiva e não escrevia tanto. Ficava extremamente feliz quando notava que ele queria saber o que acontecia, como eu estava, como era tudo aquilo para mim. Mas, doía saber que faziam mais de quatro anos que eu ansiava por vê-lo, e que eu bem poderia estar dizendo e ouvindo pessoalmente. Mas não dava. Vale a pena lembrar porque me dou conta de que agora podemos nos tocar, olhar nos olhos, e levar todo o tempo que for necessário numa conversa. Um é palpável para o outro. Que coisa triste a ausência, e eu, sempre que posso celebro o fato de estarmos juntos, mesmo que eu pire e queira me separar. Um dia eu conto como tudo aconteceu. É uma historia curiosa. Somos um case .

Por enquanto

só posso dizer isso.

meu querido psiquiatra

me contou de um caso (mantendo o anonimato do paciente, é claro) em que usou choque elétrico como terapia. Tentaram de tudo, remédios de todos os tipos, nada resolveu. Acontecia que o rapaz sofria de depressão profunda (e inabalável) e esquizofrenia, e o resultado era a inércia total. Ficava deitado olhando para o nada. (no meu riso interno inevitável, por mais que respeite o ser humano, pensei: bobo, ele via muita  coisa, sim!) Falou com a família, organizou o negócio todo, chamou o anestesista (oi? não lembraria de chamar um), e aplicou. No dia seguinte, o rapaz estava sentado, meio moscão, mas já esboçando reação. Palavras textuais do médico. Completou dizendo que parecia milagre. (e eu mais uma vez, olhando para dentro da blusa e pensando: milagre ter sobrevivido ao procedimento e tamanha maluquice do médico) Sério: ele disse que é um tratamento interessante, quando nada mais surte efeito e que temos esse preconceito porque foi usado por médicos malucos no passado (feito tu, pe...

Princess, help me! Sério!

Não posso dizer que estou totalmente de bem comigo, mas os coments que li aqui e no traduzindo me fizeram reagir, mesmo que essa reação não passe de palvras. Clóvis, caso resolva ler, o faça com calma e não me queira mal. Vou gritar que não estou te acusando, apenas tentando ver a situação pelos dois lados sem que eu esteja no papel de vítima. Só. Princess: Pedi desculpas. Senti um alívio sim, mas aconteceu o seguinte: enquanto eu esbravejava, estava cheia de razão, tanto que reagi da forma mais extremada e quando pedi desculpas, foi por terra toda a razão que eu parecia ter. Foi como admitir o quão idiota fui agindo e reagindo assim. E sinceramente, não sei se tenho tanta humildade (segundo meu marido, nenhuma). Mas foi bom, só que em vez de me sentir ultrajada, agora me sinto culpada. Mas ele desculpou, foi um grande alívio. Eu é que não me perdoei pelo que aconteceu. Não sou Deus, mas vou começar do princípio. Não criei o céu e a terra, mas um grande mal entendido e uma secessão de ...

Sorry

Ao menos, não culpo ninguém por meus "infortúnios", mesmo que meu marido se sinta culpado, não foi ele o causador. Também não digo que a vida foi cruel comigo, mesmo não tendo sido muito generosa. Se existe algum culpado, sou eu, pelas escolhas que fiz. Mas não diga que me falta atitude. Sempre procurei estar bem, inclusive quando cometi os maiores erros, tentando ser mais feliz.

Sobre as promessas que fiz no post abaixo

-ri com meus filhos. Não é difícil, é só ter tempo. -vi minha filha engatinhar e descobrir a casa, o quarto dela. Adoro! -fomos ao parque, andei num foguetinho com meu filho. Cumplicidade. -lembrei que não podia tomar nada alcoolico a tempo. Prudência. -poupei meus últimos tostões. Sensatez. -escovei o cabelo, me maquiei e meu marido me disse que estava bonita e eu acreditei. Prefiro. -não engordei nenhuma grama no final-de-semana. Acho, não me pesei ainda... Não fiz quase nada da lista. Mas estou feliz. Porque? Não sei, vai ver o remédio finalmente fez efeito. Não sei se fiz coisas que me deixaram alegre ou se por estar alegre fiz mais coisas. Só sei de uma coisa: se sair do estado depressivo fosse opção, ninguém mais do que eu, optaria por um estado mais equilibrado, sem as instabilidades de humor que tanto me incomodam, e que tantas consequencias trazem. Economizaria o meu rico dinheirinho, pouparia meu rosto das marcas de expressão, compraria tantas outras coisas e não o bendito re...

O post é longo, leia outra coisa enquanto isso, vá fazer um café

Quanto ao que já fiz posso dizer que: -ri muito -achei que pudesse tudo -já chorei -pedi ajuda -chorei e não pedi ajuda -pensei -ri das conclusões que cheguei -vi que perdi muito tempo chorando -vi que não posso tudo, mas muito mais do que pensei quando estava chorando -depois vi que naquela hora o choro aliviou o que eu sentia, e me tirou da inércia. -prefiro horas de um pensamento insitente à indecisão -prefiro olhos inchados no dia seguinte do que imaginar que estou inerte. -sei que prefiro tudo o que é mais forte, mais intenso, mais tudo -comida com muita pimenta -vinhos fortes, encorpados e secos -cerveja amarga -gengibre -techno, new age, chill out -rock e punk -fuji e fujo de pessoas pessimistas (será que sou muito influenciável?) -novela me entedia -me distraio vendo a previsão do tempo, reparo apenas nos sapatos das apresentadoras -meus maiores tesouros cabem numa bolsa -meus maiores amores não cabem em mim -minhas maiores paixões não cabem aqui (e são muitas!) Sou transparent...

Só quero lembrar

que não sou sempre assim. Já fiz várias referências à dias ou momentos felizes, como se george clooney me convidasse para tomar um café demorado com ele.

Sim, tô mimimi, e daí?

Quem sabe o que eu preciso fazer para tirar de mim essa sensação de ser a única que não consegue dar conta de nada? Preciso de um tempo. Uma trégua. Solidão.

Help me!

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Se alguém aí souber de algo que relaxe a mente, tire esse peso dos ombros e essa núvem da minha cabeça, por favor, se manifeste! Porque mesmo quando DECIDO descansar, não relaxo, pensando no que estou deixando de fazer, e tudo o que eu consigo é sentir que perdi tempo e não descansei. Não consigo fazer nem a metade do que gostaria, e tô numa tensão que já deveria ter passado. Acho que vou para casa andando, assim eu tenho a sensação de estar realmente fazendo algo. Gente, eu tenho duas crianças, uma casa que requer cuidados, trabalho fora ( ainda bem, mas também me desgasta um pouco, sou secretária, portanto, não posso esquecer nada), tentando ser uma crafter de sucesso, tentando seguir uma dieta, não por vaidade extrema, mas para não somar a obesidade aos meu rol, não sou uma baleia, mas posso ficar. E eu quero fazer tudo isso direito! Já desisti dos cães, do gato, das plantas e dos exercícios físicos. Não consigo organizar meu tempo. Não cuido de mim fisicamente, pela razão aquela: t...

Frase do dia

Como são admiráveis as pessoas que nós não conhecemos bem. Millôr Fernandes Ou odiosas... Mas é uma grande verdade. Isso vale um post bem longo e lembrei de uma outra frase a respeito de impressões. Tive um diálogo com meu marido sobre isso. Não sei se me fiz entender... Lembra, Clóvis? Que se tiver que ter medo, tenho das coitadinhas?

Pequeno mas significativo desabafo

Eu queria me matar hoje de manhã quando procurei a chave da loja e vi que tinha esquecido. Dentro da loja! Foi um transtorno para o meu patrão que teve que parar o que estava fazendo (e já estava atrasado) e vir até a loja, me esperar e abrir. A tensão não passou ainda, por isso o desabafo. Quero tirar essa nuvem que paira sobre a minha cabeça. Dia desses, fui ao banco pagar um boleto, e o esqueci na bolsa, não guardei onde deveria. Ontem, procurando coisas que tinham sumido no buraco negro que carrego no ombro e guardo as coisas dentro, encontrei o tal boleto. E, mais uma vez esqueci em cima do sofá. Eu queria abraçar um caminhão em alta velocidade, ser uma judia entre meia duzia de nazistas recém saídos da prisão (fetiche ou masoquismo?), naquela hora. Desse jeito, a tag de esquecida, displiscente, desorganizada ou qualquer coisa equivalente não vai desgrudar de mim! Deus, me conceda altas doses de ritalina, um anjo da guarda poderoso e aquela arminha do filme "MIB os homens de ...

Aviso aos navegantes

Literalmente: Sendo eu quem decide o conteúdo do blog e a forma como é escrito, e sabendo que ninguém é obrigado a ler se não quiser, me sinto à vontade para expressar o que penso, lamuriar, rir, ficar mimimi ou extremamente azeda. É fácil criticar quem não está por perto para se defender, mas se alguém se sentiu ultrajado, ofendido, diminuido ou qualquer coisa do gênero, por favor, mude de canal ou deixe um comentário. Definitivamente, posso ser vulnerável, mas não sou de açúcar. Lembre-se que eu podiatamatando. O blog é meu, não devo para ninguém, talvez para meus pais ou meu marido, na loja de enxovais onde eu compro e para a consultora da natura, mas isso não vem ao caso.

Orgasmos múltiplos?

Para quê? Me contento com orgasmos mudos, velados. Inteeeeensos...

Mais uma da série "fiz e não saiu como o esperado"

Adoro tirinhas, charges, cartoons, desenhos, esboços. Mas, eu só me atrevo a fazer os esboços! Mais ou menos como daquela vez que já contei aqui: toda maquiada e escovada esperando meu marido para sairmos e ele me pergunta se já estou pronta... Não faz assim, Clóvis, "essas são coisas que enfraquessem a relação", diria o marido de uma psicóloga que convocou palhaços franceses, engulidores de espada e a Monga para o jantar de aniversário de casamento. Muito romântico...

Tears

Chorei ontem. (Esse é o momento que meu marido suspira, sacode a cabeça e, num gesto de persistência digna de Forrest Gump, decide seguir a leitura. Ou não, às vezes ele não está a fim de se sentir culpado, mas isso é assunto para outro post, que eu nem sei se vou escrever, no momento quero apenas relatar meu infortúnio.) Hoje amanheci com os olhos inchados, não segui as regras aquelas para evitar os indícios que denunciam que a choradeira foi grande. As dicas estão com o marcador "a vida é bela" logo alí abaixo, caso alguém se interesse. Às vezes não é fácil conter, a gente sabe, por isso as dicas. Mas, sugiro que você termine de ler esse antes de clicar lá. Prosseguindo: Até meu chefe perguntou se eu tinha chorado. -Claro, Beto, choro regularmente! -Não me conta! -Sim, logo passa, não te preocupa, choro um pouco antes de dormir e no outro dia tô pronta para outra. Melhor chorar do quê conter e desenvolver um câncer, né? -Tú é uma figura, deveria escrever um livro! Claro q...

Tenho novidades

Muitas. Blogs que eu ando lendo. Coisas que ando descobrindo, hebraico, ilustrações, desenhos que me abrem a cabeça, ou que minha cabeça aberta os percebe, não sei. Pessoas que ando falando e com as quais quero conviver muito. Mas a maior e mais significativa de todas as coisas novas da minha vida é a sensação de adequação, tão estranha para mim. Eu me sentia frequentemente como um rato de laboratório, que as pessoas observam e fazem experiências. Também como uma coisa fora do lugar, uma casa desarrumada, que ao primeiro olhar dá para perceber que existem coisas belas alí , mas a bagunça é tanta que se sobressai na visão do todo. Feliz por ter encontrado meu lugar, certa de quem sou, das minhas limitações que eu conhecia bem mas não queria aceitar e das minhas qualidades, que estavam ocultas, imersas na neblina, para mim. E , quem sabe até para os outros. Por exemplo, uma das minhas qualidades é que eu posso parecer antipática, mas sou verdadeiramente interessada nas pessoas, ningu...