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Mostrando postagens de agosto, 2012

Procurando as palavras certas

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Normalmente posto sobre mim ou minha vida (é disso que sei bem ou escrevendo passo a saber) mas hoje quero falar sobre alguém muito especial. Sim, é um testamento. Mesmo que quisesse e tentasse muito não conseguiria escrever pouco sobre isso. Dizem que tendemos a amar quem a faz com que amemos a nós mesmos.Conheço alguém que fez com que definitivamente mudasse a forma como me vejo com seu olhar generoso. Mais que isso: olhar de fé mesmo, de quem acredita e me impõe essa certeza. Através dele pude perceber que não sou tão inadequada, talvez só um pouco diferente. E que não há nada de errado nisso. Quer presente maior do que a certeza que você não é um et? Passar 30 anos se achando esquisita e depois descobrir que não é? Moramos bem longe um do outro. E mesmo com essa distância física toda ele tem o poder de mudar meu mood como ninguém! E não só o humor, é ele quem me centra, me segura ou me empurra conforme a situação. Já é parte de mim. É meu lado sensato e ponderado. Me

Passando a limpo

Esse blogue precisa mudar de cara, e penso em usar o nome antigo "Traduzindo para o meu hebraico". Quando mudei para Desculpe o auê, na verdade foi uma fuga, (literal, mudei até o domínio e perdi todos os seguidores) mas o nome combinava muito com a fase da vida. Agora já não me sinto mais tão culpada para pedir desculpas pelo auê provocado repetidas vezes e ainda tenho aquele grito contido na alma, ainda preciso traduzir as coisas para mim mesma. Depois de escrever um pouco saio de alma mais leve. É como terapia. É como passar a vida a limpo. (alguém sabe como se calibra uma placa de video de forma eficiente? sem isso não tem template novo)

4shared

Tenho tanto para compartilhar no face, coisas interessantes que encontro na net e não compartilho nem com meu marido, coloco nos favoritos se acho que merece uma leitura mais atenta e deu. Não compartilho poruqe não é em forma de imagem, então é perda de tempo. No face, só .jpg. As pessoas estão ficando mais burras?

Mania estranha

Meu marido está criando asas. Tem voado mais alto e isso é bom, claro. Mas tem convivido com outras mulheres (se são bonitas não faço ideia) e pelo que ele diz são interessantes. Como dizia Millôr: "como são admiráveis as pessoas que não conhecemos bem!" Pensa que não tenho medo? Claro que tenho! Ainda mais que nosso amor começou a morrer assim que começou. Sim, porque ele citou um fato que fez diferença que aconteceu quando ainda estava grávida da Mari, o que me surpreendeu porque achei que as decepções todas tinham sido bem depois disso. O fato é que não sei se uma pessoa trai porque uma não lhe parece interessante ou se porque encontra outras irresistíveis. Seja como for, tenho minha parcela de culpa e eu mesma já estive bem perto de trair. Inclusive contei. Aos berros, cheia de raiva, como quem dá um tiro, ou enche de facadas mas contei. E não traí. Preciso urgente voltar à vida. Já tenho tudo mais ou menos planejado. Tenho plano B e tudo. Um alfabeto inteiro de p

Depois de cinco minutos

É sentar na frente do computador e me chamam a cada 5 segundos. Como podem? Já sei: o dia que me sentir inútil, vou sentar em frente ao computador e pronto.

Inversão de papeis

Meu pai sempre foi um homem dominador de personalidade muito forte. Forte  não era bem o termo, ele se impunha e pronto. Um ditador. Um homem bem humorado, instável e carinhoso. Bem mais que a mãe, para ser justa. Não era crítico, grau de moralismo razoável (para não dizer pequeno) e sem preconceitos. Mas tinha algumas contradições - acho que como toda pessoa. O que mais me judiava era o fato dele não apostar em mim. Em ninguém. Nasceu pobre tinha que se conformar com o próprio destino, ele achava. Se fosse pela profecia dele, hoje eu seria professora, auxiliar de contabilidade ou agricultora, já que era o que estava mais à mão. O pai me esmagou. Foi ele (com a ajuda da família toda) quem cortou minhas asas. Tenho muito da personalidade dele. Principalmente a irritabilidade. Depois que o Gui nasceu, e que eu estava no segundo marido (já contei sobre isso) ele e a mãe passaram a ser meus melhores amigos. Depois da separação deles passei a ser ainda mais sua amiga e uma das pou

Ausência

Meu pai e eu ficamos algum tempo afastados. Dia desses ele disse para minha irmã que eu estava liberada para falar com ele etc etc. Quase liguei na mesma hora... No dia dos pais fui visitá-lo com minhas irmãs e pensei que a conversa/reencontro seria em tom de bom humor, mas assim que toquei no ombro do meu pai chorei feito criança. Na verdade, como ainda não tinha falado com ele depois da discussão e tudo poderia ser forçassão de barra da minha irmã para restaurar a ordem, estava com medo. Fazia muito tempo que não me sentia tão vulnerável. Estava realmente com medo se ser ignorada, de tudo ter sido um engano. Racionalmente falando o medo poderia ser infundado. Mas era só o que conseguia sentir. Abracei-o forte e fiquei sentindo sua respiração e queria prolongar aquele momento o máximo que pudesse. Deve ter durado 9 segundos...

Intimidade

Li ou vi em algum lugar (provavelmente a primeira opção) que os homens atingem um certo nível de intimidade e precisam se afastar. Não lembro direito a explicação psicológica, mas faz sentido e me sinto meio "homem" nesse sentido. Na grande maioria das vezes que me confesso com alguém tenho vontade de fugir correndo. Isso faz com que minhas amigas mulheres me achem ainda mais estranha. Mas não era bem isso que queria dizer: li também que um abraço não passa de 9 segundos. As pessoas se abraçam e quando sentem um determinado conforto emocional se afastam e varia bastante, mas em geral não ultrapassa os intocáveis 9 segundos. Já contei. (Ai que feio, enquanto a pessoa achava que me desmanchava em carinho, estava apenas tentando comprovar uma tese ou bater um record).

Preciso de cinco minutos

Para respirar fundo e continuar.

track do dia

Sabe aquela música que você ouve, vê que é familiar mas não consegue lembrar onde ouviu antes? Fiquei nessa dúvida com a música do comercial da Chevrolet. Fui a fundo e descobri, é Young Folks, The Kooks: (não consigo postar o vídeo, mesmo em html) indie gostoso, não? E a música que deu origem à essa lembrança é essa ouça um trechinho e logo vai lembrar (se ainda não lembrou): (sem video, que droga) Prefiro, apesar de não ter nada contra The Kooks. Vou ouvir até cansar. E tem uma versão do James Blunt. Quem veio primeiro não sei mas essa última me recuso a postar.

Cabeça dura

Maridex é Técnico em Segurança no Trabalho. E daí? Daí que nos indicadores da segurança entram acidentes de trajeto. Ou seja, além de cuidar dos 500 dementes no seu local de trabalho e por vezes, até no seu habitat natural (como nos casos de alcoolismo, doenças mentais) tem que garantir que vão ir e voltar seguros. Para alertar sobre o uso correto do capacete, ele costuma dizer nos treinamentos com motociclistas "tua cabeça não é mais dura que o asfalto". Dia desses a Mari caiu um tombo tão grande, mas tão grande que abriu uma meia lua na cabeça e um rombo no vaso onde ela bateu.  A cabeça da guria sim, é mais dura que o vaso.

Agora sim!

A frase do dia: "Como são admiráveis as pessoas que não conhecemos bem". É uma visão passional das pessoas. Tenho especial afeição por desajustados em geral. E uma atração enorme pelos idealistas, analíticos, livres e sonhadores. Homem que tem um ideal, uma missão, um sonho e livre não para passar a noite de segunda-feira na rua, mas para mudar de ideia, de cidade, de vida... Meu marido faz musculação. Não é um rato de academia, mas dá bastante atenção para o próprio corpo. E ele é bonito. Fora o molho de chaves sem explicação, parece fiel. É um cara família. Mas bem que poderia ir mais a fundo nos assuntos, sonhar mais e se permitir mudar. Poderia ser o cara perfeito se eu não o conhecesse bem. Pronto. Essa última frase me pesou na consciência mas é verdade. (ele deve dizer o mesmo, já que tem uma certa predileção por mulheres indefesas, do tipo que precisa de um marido, mais certinha, organizada, prática e sem dramas. Nem de longe correspondo! Mas como ele não é

Frase do dia

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"Como são admiráveis as pessoas que não conhecemos bem" Millôr? Nada a ver com o post que se segue. Tenho um amigo aqui que sei que lê muito. Hoje estou especialmente feliz porque ontem comprei dois livros para as crianças e enquanto eu arrumava meu quarto (que parece de adolescente, a julgar pela aparente bagunça) foi cada um para sua cama ler seu livro. Me vi neles. E fora o DDA do Carlos, não consigo me ver nos meus próprios filhos, nem na Mari que é menina. Ela e toda elegante e comedida nos gestos nos seus três aninhos, eu já não sou tanto assim. Ando toda maquiada, enfeitada, pulseirisada, fashion, mas tenho aquela coisa de bailarina. Tanto que meu filho de desenhou de all star. Franja, cabelo pelo ombro, e all star. Jurava que ele me desenhar de vestido e sapatos. E ontem me vi neles. Feliz por estarem lendo e por esse amor narcisista típico de quem tem filhos. Carlos pega algo com letras e para imediatamente para ler. Mal sentado, em pé, escorado, deitado, t