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Minha provável tatoo

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Sim, continuo a mesma. Melhor, mas a mesma. Já os meus cabelos, não pararam de cair. E tenho me dedicado à tomar ritalina, desde que aderi à essa vidinha caseira. Momentânea, espero. Tudo por conta do estudo que eu vinha falando há muito tempo, digo, não a ritalina, a vidinha caseira. Dessa vez, peguei para valer. Pois bem. Na última consulta: Dr: Tudo bem? Eu: Não poderia estar melhor! (nem acrdito que eu disse isso) Dr: Alguma reação? Eu: Nenhuma. Depois, decidi contar o detalhe sórdido: Minzinha aqui: Meu cabelo está caindo muito. Dr: Podemos trocar o remédio. Mim: ...mas estou tão bem! Dr: Vai esperar o dia de chegar aqui quase sem cabelo? Eu: Ponho um lenço. Dr: Mas o pessoal vai te olhar na rua! Mim: Doutor, prefiro minha sanidade mental aos cabelos! Dr:Prefere ficar sem cabelo? Vai esperar até que caia quase tudo? Mim: Sim. Faço uma tatuagem na cabeça. Já disse, doutor, prefiro minha sanidade mental. -... risc, risc, risc, caneta na receita. Pois é, doutor. Hora de voltar ao con...

falha

Nomeando as imagens como living etc, acabei digitando living hell. Hell, na minha cabeça, não é tão dark assim. (música de morcheeba)

Conforme tinha prometido

Disse que ia ficar afastada por não ter algo de bom para falar. Hoje eu tinha. Mas nada daquilo que me fazia triste ontem sumiu. Apenas mudou de plano. A mesma dose de ritalina não faz mais o mesmo efeito. Não tenho coragem de mudar ou abandonar o tratamento. Medo da abstinência que é tão cruel quanto os sintomas. Na verdade é pior: são os sintomas aumentados. Eu não quero e meu marido não vai ter paciência. Perseverança, talvez, mas paciência, com certeza não. Continuo tensa e cheia de dores. As dores são por isso. Meu filho, cópia fiel de mim. Dá um desespero... Inadequado, inquieto, desatento. Fico imaginando o calvário dele. Espero estar errada. Espero que o dda não seja uma sentença da qual ele não poderá fugir. Tento, do meu modo, do meu melhor modo, fazê-lo mais seguro, mais feliz. Procuro ensinar à ele maneiras de burlar o impulso, conter o choro e se sentir melhor. Mas intempestiva como ando, sou um péssimo exemplo nesse sentido. Justo eu, que me exijo tanto como mãe... Sou o ...

Distraída

É a pessoa que se concentra nos próprios pensamentos. :)

#ficadica#

Aprendi a cortar o mal pela raíz: quando penso em algo que vai me deprimir, tento mudar de vibe, de assunto, de roupa, de cara. Evito, por mais interessante ou coerente que me pareça. Se funciona? Não, facilmente, mas eu insisto.

Meditação

Tem sido a minha tábua de salvação. Tenho o Clóvis que é um grande companheiro, mas não posso me apoiar somente nele. Não seria justo, inclusive comigo que perderia os créditos. Tenho minhas crianças. A elas não importa se estou bem, se estou mal, se chorei, se não dormi, me querem por perto e acabou. Isso me dá força também. Quando fico meio chateada, é só lembrar do mundinho cor-de-rosa da Mariana, tic-tacs e vestidinhos, pésinhos pequenos tentando pôr meus sapatos. Sentada sozinha no sofá como se fosse gente grande. Ou do Gui, se sentindo o cara, ou distraído, resmungando, fantasiando. Admito que da parte do resmungo, eu não gosto muito, mas... faz parte, e me faz ver que ele está bem ali. Às vezes, na raiva, isso não fica muit evidente, mas é bom saber que ele está bem ali, mesmo que esteja fazendo os abomináveis barulhinhos irritantes com a boca. Voltando: aprendi com a meditação, que respirando, a gente muda de vibe. E que renunciando, fica mais fácil ter tudo. E, que dando menos...

Novo dileminha se formando

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E esse, eu quero resolver antes que cresça feito um alien dentro da minha cabeça: se eu tomar muita ritalina, vou sofrer as consequências: os efeitos colaterais, meu cabelo já caiu visivelmente, vontade de tomar doses maiores e por mais tempo (necessidade que evolui facilmente para vício), insônia (não tenho, mas com doses maiores...) Além do vício, insônia e efeitos, vai sair muuuuito mais caro. Bom, não precisa pensar duas vezes para saber que é melhor continuar como está. Mas, como eu faço quando chego em casa, exausta (o cessar do efeito é como se fosse uma paulada bem dada na cabeça), precisando recomeçar o dia? Tudo bem, minha vida anda muito mais fácil, fico mais inteira, mas tem horas que tudo passa a ser como sempre foi: impulsividade que resulta em brigas, falta de paciência, a busca por algo estimulante para fazer (e deixar a louça na pia), culpa, pesar. E, aquela tempestade que não me deixa fazer nada até o fim, tão familiar e que tanto me tirou o sossego. Levar uma vida as...

A prática realmente leva à perfeição

Eu andava praticando a mudez. Agora, além da mudez, sempre que consigo, aderi à tática do diálogo retardatário. Simplérrimo: fico muda sempre que posso, e adio ao máximo, tudo o que tiver para falar. E com a ajudinha básica da ritalina, que refrea os impulsos, inclusive o de falar, ficou ainda mais fácil me controlar. Para não perder a chance de ser irônica: seguindo nesse ritmo, vou chegar ao ponto de dizer hum-hum, nada não e também concordo com a maior naturalidade facilmente! E, é claro exibindo a indefectível cara de paisagem... (odeio essas atuações, tão necessárias...)

Descoberta

Postagem que deveria ter a tag "como é que não pensei nisso antes". Descobri uma nova forma de meditar! E de se concentrar! (só quem não consegue esse segundo, é que sabe o quanto é bom, o quanto faz falta quando não conseguimos) Musica! (uma vez eu ouvi falar em dançar de olhos fechados, mas tudo o que consegui foi dar muita risada depois de ter me sentido idiota) Brincadeiras à parte, tente. Não querendo seguir meu conselho, tudo bem, mas use filtro solar.

Assumo

Eu tenho, sim todos os sonhos do mundo em mim, como Fernando Pessoa. E quero mais do que liberdade, algo que não tem nome, como Clarice Lispector, que vivo citando. E minha cabeça, não me dá sossego. (jamais terei uma doença grave, já fui presenteada com um cérebro desses, a vida não seria tão cruel comigo.)

Mais um da série "só para constar"

Ah, como é bom se concentrar em alguma coisa! A ponto de não ouvir o barulho ao redor, então... (pena que esse momentos são raros, ainda) Não fosse o que aconteceu , minha manhã seria perfeita: trabalhei muito!

E agora?

E agora que tive meu momento maior de rebeldia (ou sanidade, não se sabe ainda) e joguei os remédios fora, não tenho de onde tirar a certeza de que tudo vai dar certo. De dentro de mim? Tivesse aqui dentro, eu saberia. Certeza, aliada a vontade, é coisa que cresce feito um alien. Portanto, claro que preciso de uma bengala. Vontade não me falta. Eis as provas da persistência: Fui ao centro espírita, centro de umbanda, falei com gente otimista e nada. Falei com minha mãe, que sofre de coisa parecida. O meu problema se chama TDDA, o dela, por enquanto se chama "matrimônio-filhos-pouco-dinheiro-zero-senso-prático". Li artigos, bobagens, variedades, de tudo mas não fiquei super feliz (digo, um sucesso, contente como se evaristo costa viesse tomar um chimarrão aqui em casa). Minha gineco me receitou água morna nas costas, choradeira no banheiro, e passeios, enquanto estava grávida. Hum, foi bom enquanto durou. O endocrino disse que eu voltaria ao normal assim que meus níveis de TSH...

Mais um assassinato da língua.

Meu cérebro tem me pregado algumas peças difíceis de engolir. Uma delas é o esquecimento. Esqueço inclusive do mais óbvio, como pentear os cabelos antes de sair, ou no mínimo dar uma olhada no espelho. Faço um make caprichado, corretivo, rímel, sombra e nem olho para os cabelos. Isso é comum acontecer. Sair no calorão sem desodorante. Ainda bem que carrego o mundo na bolsa. Já aconteceu de olhar para o celular, perceber que está sem carga e esquecer que existe carregador. Mais ou menos assim: celular descarregado, fim de papo, olha aquela ilustração ali... eu faria no Corel! Falando nisso, devo dar uma boa no Gimp... É assim. Uma coisa leva à outra e coisas óbvias ficam esquecidas. Sempre tive isso, mas não tanto como nesses últimos dois anos. Tenho uma vaga ideia de como começou, mas isso não basta para resolver de vez, que é o que eu quero. Explicado o porquê de tantos erros de português. Mas o que me dá mais raiva é quando eu passo um trabalhão do cão para esticar o dedo mínimo até ...

Dia do cão (título nada convidativo, eu sei)

Inspiração não me faltou. Concentração, modo desligado. Cérebro a mil, e nada feito. Frustração, tempo perdido. Até meu sorriso, é mais ilustrativo do que alegre. Ainda bem, que o riso vem fácil. Menos mau. Meu Deus, às vezes, pareço um inseto deitado sobre as asas, se debatendo. E, não tem nada de engraçado. Tento, tento e nada. No final, muito cansaço, e aquela sensação horrível de não ser capaz. E a pior ainda: não tolerar o stress e explodir. Arrependimento. Incapacidade. Uma vida inteira vivendo assim, claro que resulta no que resultou: críticas, justificativas explosões, desculpas choradeira, vergonha, olhar para dentro, e encontrar uma bagunça e por fim, alguém que me entenda e o medo de perder o único espelho filhos que mereciam uma mãe mais paciente. Ah, como eu quero uma saída. E queria eu mesma encontrá-la aqui, onde outras pessoas encontram alegria, e algum talento (discutível, vão).

Um DDA legítimo (dos grandes)

Nunca vem ao mundo à passeio. Vem à trabalho, para se divertir, quer descobrir, quer desafios, encontrar um amor, para criar, para exprimir, e para testar todos os seus limites. Tudo isso muito e simultaneamente.

DDA

Quem tem sabe o que é: -olhar a hora na calculadora; e tentar desbloqueá-la. -calcular no celular, assim, digitando, como se fosse na calculadora. -ao som de um telefone tocando, atender o mouse. -esquecer de colocar os calçados. -ouvir e deletar da memória imediatamente. -olhar e simplesmente não ver, coisas importantes, interessantes ou óbvias. -muitas, muitas ideias, não dá tempo nem de anotar ou comentar com alguém. -equecer dessas mesmas soluções geniais segundos depois. -amar muito. O quê ou quem quer que seja, mas amar muito. -viciar e querer de novo, de novo, de novo. -ter a sensação de cabeça cheia, vontade de parar tudo e escutar o pensamento -mas ele não cala nunca. Rarísimas vezes. Às vezes, não completa uma frase, não segue uma linha de raciocínio até o fim. -esquecer o almoço em casa, inclusive nos dias em que se está sem dinheiro. -sair sem pentear os cabelos; Nem lembrar que tem cabelos até passar diante de um espelho. -não saber a cor da própria escova de dentes (a peq...

Exemplo prático

A coisa acontece assim: Estava num blog de decoração. Aí tive uma idea: bom, agora não lembro, mas na hora eu ia anotar. Tive a ideia. Lembrei de anotar. Lembrei do bloquinho. Lembrei do meu filho, que me deu o bloquinho e a página desenhada. Lembrei que para achar o dito bloquinho, na confusão do fundo da bolsa, precisaria de uma lanterna e um cordão para ir extendendo, e me achar no caminho de volta. Lembrei que naquela miscelânea, está o creme de cabelo que comprei sábado. E que fiz um alisamento que ficou mais ou menos. Tenho que ir até a farmácia, comprar um outro creme e mostrar para a Sandra como é que meu cabelo ficou. Lembrei do "visual capa de nova" que abandonei de vez e a página carregou novamente. Qual foi mesmo a ideia que tive e não deu nem tempo de antotar. Adeus concentração. Nem net, nem ideia para a casa, nem creme, nem sandra. E assim as horas passam, e eu sei o quanto é bom se concentrar em algo a ponto de não ver o tempo passar. É por isso que gosto tant...

E essas modinhas que enchem o saco

Agora o DDA parece estar na moda. Todo mundo apresenta traços, usa para justificar falta de organização, e tudo o mais. Ter DDA é bem mais que isso, é extremamente difícil, é desgastante, é uma tensão sem fim, é uma busca incessante, é o céu e o inferno ao mesmo tempo, é sentir demais, demais mesmo, qualquer cítica, é se justificar todo o tempo, é estar sempre na defensiva, é se sentir culpado e negligente sem querer todo o tempo.É amar demais, querer demais, sentir demais, falar demais e se sentir compreendido de menos. É se sentir burro por não saber o que os outros sabem, é se sentir extremamente ignorante sem razão quando trocamos g por j. É se sentir incapaz, frustrado, inadequado por ser assim, por reunir o que todos consideram defeitos. Sabemos que no mundo de hoje não há o menor espaço para os esquecidos, os desleixados, portanto, quem nos considera inadequados, acaba tendo razão, ainda mais no mercado de trabalho. Olha, tem que ser mestre em superação e marketing pessoal para ...

Ônus

Meu esquecimento (esqueci de avisar as alunas que não teríamos curso) me custou cinco reais por aluna, horas de trabalho, dinheiro para a passagem (para ir até minha casa buscar o que faltava), e ardor no rosto, causado pelo sol do meio-dia, que fui obrigada a encarar. Sem falar que vou ficar dias com essa coisa ruim, essa tensão. Não consigo lembrar quando e onde recarreguei o celular pela última vez. E eu preciso dele. Perdi o carregador. Estou cheia de clientes para ligar, preciso também do número da escolinha que está na agenda. E aquela maldita sensação ruim insiste em permanecer, mesmo que eu encontre uma forma de resolver...

meu querido psiquiatra

me contou de um caso (mantendo o anonimato do paciente, é claro) em que usou choque elétrico como terapia. Tentaram de tudo, remédios de todos os tipos, nada resolveu. Acontecia que o rapaz sofria de depressão profunda (e inabalável) e esquizofrenia, e o resultado era a inércia total. Ficava deitado olhando para o nada. (no meu riso interno inevitável, por mais que respeite o ser humano, pensei: bobo, ele via muita  coisa, sim!) Falou com a família, organizou o negócio todo, chamou o anestesista (oi? não lembraria de chamar um), e aplicou. No dia seguinte, o rapaz estava sentado, meio moscão, mas já esboçando reação. Palavras textuais do médico. Completou dizendo que parecia milagre. (e eu mais uma vez, olhando para dentro da blusa e pensando: milagre ter sobrevivido ao procedimento e tamanha maluquice do médico) Sério: ele disse que é um tratamento interessante, quando nada mais surte efeito e que temos esse preconceito porque foi usado por médicos malucos no passado (feito tu, pe...