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Madrugada

A minha filha de um ano e quatro meses tem um jeito bem peculiar de começar o dia. É tão simpática que acorda e emite um sonoro: -Ooooooooi! tão bonitinho... (mesmo domingo, seis e meia da manhã)

Beautyful day

Agorinha há pouco, estava arrumando a malinha da Mariana, a que ela leva todos os dias para a escolinha e encontrei o primeiro desenho dela. Bom, eu vi um peixe, e um peixe sorrindo nos rabiscos. Alucinações à parte, não é um desenho qualquer, trata-se do primeiro desenho dela. E eu, parei tudo, e vim aqui compartilhar com vocês.

coisas de mãe

Meu filho tinha a irritante mania de correr na minha direção, e quando estivesse bem perto, junto, estacionava dando um pulo. -Para, gui. -Para, gui. -PARA, GUI. -Guri, tu para agora (já falando baixinho, que intimida muito mais). Não adiantou. Aí, tive a mais surpreendente das idéias e a pus imediatamente em prática. -Gui, vamos lá na área com a mãe. Saí correndo, peguei toda a velocidade que pude e dei um pulo na frente dele. Ele chorou. Agora ele não para um minuto de falar. Emite todo o tipo de grunhido. Canta. Fala cada vez mais alto. Faz cada som com a boca... Dia desses, eu gritei. Deu certo. mas e os grunhidos?

notícia deliciosa

Minha filha caminhou pela primeira vez! Vários passos... Ela caminharia de qualquer jeito, mais dia menos dia, mas estou muito tão orgulhosa como se ela fosse a única criança capaz de fazer isso. Foi assim com meu filho também. Esse é um dos dias mais felizes da minha vida, e já contei inúmeras vezes, para inúmeras pessoas a mesma história: do dia em que ele caminhou. Agora é a vez dela. Quem tem filho, sabe o que é. E sabe que tem razão para tanta comoção. E antes de compartilhar com outras pessoas, estou aqui, compartilhando com vocês.

Birra

Sabe o livro Marley e eu? Fiquei sabendo (do verbo: li em algum lugar) que ele usa a seguinte tática para dar remédio para o cachorro: joga o comprimido no chão e finge que não é para pegar, que simplesmente deixou cair. Fiz o teste com animais. Fiz com crianças também. Pois é. Minha filhotinha é tão birrenta às vezes, que quando ela chora pedindo alguma coisa, joga no chão assim que pega nas mãos. Houve vezes em que ela sequer olhou para o objeto. Pegou só para ter sua vontade atendida e arremessou com toda a força do bracinho. Ultimamente, tenho feito de conta que só coloquei o brinquedo ao lado dela, que nem quero que ela pegue mesmo...

Nasce um post? Não?

Penso e nada... Poderia falar sobre a minha filha, que está doente de novo, mas temo chatear o leitor com assunto recorrente. Mas é uma preocupação minha, e por sinal, bem grande. Ainda mais agora em tempos de gripe suína, não estou em pânico, mas temo não ter o atendimento adequado. Ela é só um bebê!
Alguém me ajude a ter 5 minutos sem choro de bebê! E meu marido não entende como ficar em casa pode me estressar tanto! Bom, vou tentar não ouvir (coisa que tem filho sabe que não é seguro), se não conseguir, vou chorar também...
Minha menina tem feito demonstrações de carinho. Ela fica me olhando por longos minutos... Agora tem feito isso com o pai dela também. Adoro ver os dois assim... E a tipa sabe o que quer! Nada de carrinho ou berço: ela agora brinca. Meu menino está a cada dia mais adultinho. Na fase que ele tá, o desenvolvimento acontece rapidamente, é assustador constatar que O tempo passa rápido e que há pouco ele era um bebê, e hoje fala como gente grande, tem senso de humor e tudo! O riso que ele provoca é intensional, não é por acaso, como acontecia antes.

O pau que foi atirado no gato

Meu filho está aprendendo a cantar na escolinha. Ele não é vaca de presépio, para que as visitas olhem e achem bonito, por isso nunca ensinei nem as musiquinhas tradicionais. Quando ele tinha pouco mais de um ano, eu entoava um mantra que aprendi para ele dormir e sempre ouvia um: "não canta, mãe, não canta". Dia desses, quando ele tentava cantar o "atirei o pau no gato", mostrei como seria uma versão dessa música feito por um metaleiro fake, ou um emo. Ele quase morreu de rir. Como ele é uma criança de sorriso difícil, me prestei à esse ridículo papel e cantei até o fim. Até minha bebê riu. Espero que ninguém tenha visto, gravado e que eu não receba por e-mail, o vídeo mais tosco da internet. Gente, foi muito ridículo...
Meu menino está melhor, e minha menina cresce assustadoramente. Já está chegando na fase das papinhas. Nosso reino por um pacote de bolacha maria!
Meu filho está com catapora. Dentro de alguns dias minha bebê vai estar também. E o medinho de que um dos dois contraia febre amarela continua, às vezes se transformando em pavor.
Meu filho: Depois de eu tu vai descer no escorregador, Talia. Eu: Depois de mim! Meu filho, imediatamente: Não tu não cabe! E o olhar da Talia para mim...
-Não corre, tira essa roupa do Homem-Aranha para não suar. Quero que tu tome banho só quando voltarmos. - Vamos sair mãe? -Sim! -Ah! Vamos pegar um vento...
Sem post signigicativo por hoje. Não me falta assunto nem inspiração (pelo menos não agora), me falta tempo. Minha menina está chorando, pedindo por mim. Meu menino não está em casa, e espero que esteja com saudade, e também pedindo por mim. Estamos de mudança: coisas pelo chão, caixas vazias e cheias por todos os lados. Armários começando a sofrer de vazio existêncial, corredores sufocados.

A conclusão do meu filho...

Isso foi no domingo, minha filha tinha nascido quinta, eu estava um bagaço, inchada, dolorida, e vendo como única realidade (assustadora!) ficar em casa meses, ouvindo choro de criança. - Meu filho, vai brincar mais para lá, deixa a mãe descansar um pouco... (voz normal) -Mas mãe... - Eu tô cansada, tá quente, quero tomar um chimarrão em paz, pega a tua amiga e convida ela para brincar lá na frente, não aqui, me olhando! (voz mais alta) As duas crianças, andando de bicicleta vinham até o corredor e me olhavam. -Eu não aguento mais pensar só em criança, só ver criança, só falar em criança com tantos outros assuntos na cabeça! (gritando, quase chorando) -Então mistura...

O olhar da minha filha

Um dia vou descobrir o que pensa a minha filha quando me olha com aquela carinha... Tentando definir, com precisão difícil de ser alcançada, o olhar dela seria assim, um misto de interrogação, espanto, e conclusão. O pai dela sugeriu que eu penteasse os cabelos.