Desperate woman

O professor remoto que me tirou o sossego tempos atrás deu sinal de vida. Parece que anda mais maduro agora e que não se chateia mais com minhas negativas. Mesmo achando que meu marido bem que merece não tenho vocação para infiel. E falando em merecer, o mesmo deve acontecer comigo já que partimos do princípio que ninguém é perfeito, ainda mais depois de tantas crises e que se eu ouvir um eu te amo terá sido engano qualquer coisa no sentido de vou viver o resto da vida contigo é promessa vã, dita no automático. Nem precisa. Sim, me ama como alguém da família. Ponto.

Meu emprego beira o insuportável e enquanto outro não vem tenho que recuperar as forças. Sou a melhor vendedora e isso já ajuda muito. Me prometeram que assumiria o marketing mas ouvi rumores de que uma agência está fazendo (começaria com o e-mail que a dita agência está desenvolvendo). Esse era o motivo que me levava adiante naquela loja e agora foi por água abaixo.

Deixe que vá. Estou procurando outro. Despeitada, com a sensação de dever naõ cumprido. Parece que não fiz tudo o que poderia.

Minha tanto mandou meu pai embora que acabou indo. E agora ela está desesperada, perdida e inconformada.  Mas eu sempre quis que eles se separassem e acredito que ela vai finalmente "viver". Imagine então que quando uma criaça deseja que seus pais se separem e isso ocorre quando ela já é adulta é porque já é tarde, bem tarde. Tem sido difícil equilibrar as fúrias (menos a minha, que anda bem pequena), os medos, os ânimos e os preconceitos.

E para completar guardo um segredo dele. Me confidenciou que teve um, nas palavras dele, desvio de conduta. E a frase que era para entrar fundo no peito, me deixar pasma apenas me fez rir. Eu notava que ele agia estranho desde uma certa época. Agradecida pela cumplicidade, é verdade, mas preocupada pois quando todos souberem eu estarei na lista dos que já sabiam. 

A dieta foi pelos ares. Nem uma graminha sequer. Mas não quero pensar em peso agora. Ando bem de saúde e não estou gorda demais. Juro.

Tô aprendendo a andar de skate. Lentamente. Minha vontade é descer de uma vez a rampa. Se for sozinha na pista vou fazer isso.

 Mas não quero falar disso tudo. O que me tira o sossego é que fiquei para exame nas 4 disciplinas do módulo passado e nas condições que estou agora é impossível recuperar. E nem foi culpa minha (claro, um dda sempre culpa outras pessoas), é que fui para as provas sem um pingo de concentração por causa de um pequeno problema de falta de diálogo com minhas colegas. Eu deveria ter dito: "tá gente, vou ignorar que é semana do natal e vou lá fazer a prova mãe das provas e já volto para trabalhar até as dez, fiquem no meu lugar, please!"

Nem sei por onde começo. Não sei se leio, assisto às aulas, arrumo o quarto da mãe (mesmo sem saber se ela fica ou naó fica), se vou para a pista, paro de comer e fico magra com ar dramático (um luxo!). Por agora, uma navegadinha tranquila (tranqila???),

Mas vamos lá: quem sabe consigo o impossível?

Comentários

Martini in Mexico disse…
Navegar é aquilo que te tranquiliza. Precisas de mais momentos desses.

Besos con tequilla
desculpe o auê disse…
Navegar, pintar... Vivo precisando de um efe cinco.

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