A nova programação

Mais uma vez tentei me separar. Na verdade, nesse tempo que não postoi foi mais de uma vez, coisa que não vale a pena relatar. Ainda se tivesse algum detalhe sórdido diferente das demais separações, mas não, não tem. É a crise dos sete anos que começou aos... desde quando mesmo?

Mas tudo bem. Até prefiro mesmo essas relações mais tranquilas (eu sei, acabei de falar em crise como pode ser tranquilo?), livres de ciúmes, de posse, de desculpas esfarrapadas. É tão bom não dar explicações, é tão bom ser autêntico e verdadeiro. E é bom ter o mesmo de volta.

Só essa parte da ausência de desculpas esfarrapadas já é motivo para viver com alguém a vida toda! Que boba eu sou... Mas sendo mais realista, boba eu era quando achava que casamento era feito de paixão, e se era diferente disso, sem aquele brilho no olho enorme, tomando conta do rosto, invadindo o ambiente (e a vida) então não queria, não era para mim. Mas enfim cresci (ou envelheci, não sei) e já acho que confiança e carinho já são o suficiente. Sinto falta de respeito, apenas. Admiração. Mas... vou pensar nisso outro dia, já que não posso fazer ninguém me admirar assim, só porque eu quero. E eu sei que lá no fundinho ele tem sim, admiração. Pena que vem junto com uma certa sensação de insegurança, já que os motivos que meu marido tem para me admirar são os mesmo que me afastam violentamente dele.

Chega, o post tá grande. Tudo isso para dizer que mudei e que meu coração tá tranquilo. Sempre com aquela pontinha de solidão mas isso acho que já faz parte de mim, não é uma situação.

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