Cansei de ser bege

Sempre tive cabelos curtos, pelo ombro ou menos. Nunca joaozinho, mas sempre curto. Já fui loira, ruiva, castanha clara... Já usei corte de vovó, mas prefiro os bem modernos. E o chanel que usam agora que era para ser o supra-sumo do fashion nao passa de um corte de mulher de trinta. Haja coragem!

(ok, eu tenho 33 mas na minha cabeça não tenho uma idade definida, algo em torno de 20 e poucos então não consigo admitir usar um corte que me faça parar no tempo)

Cabelos sempre foi uma novela. De vez em quando um filme de terror, mulheres me entendem. Até as menos vaidosas tem problemas com os cabelos e não, nem de longe, considero isso uma futilidade.

Dia desses tomei a decisão de sair do bege e como não tomei sol nesse verão, o cabelo bem escuro aumentaria ainda mais o contraste que eu estava procurando.

Agora estou moreníssima como nunca. Se para a punk/roqueira que existia dentro de mim, foi uma libertação estou muito à vontade com meu cabelo.
e essa sou, que nunca me identifico no blogue. Esse é meu rosto, e esse é meu batom de quinta.

Comentários

Anônimo disse…
Ela foi musa numa pintura de Lautrec, foi a sedutora num conto de Miller, objeto em uma canção de Cohen, atriz principal em filme de Polanksi.
Ela é tentacular como o polvo, tenaz como o escorpião, livre como a gaivota.

É a primavera que transporta na ponta dos cabelos que dançam com ela, é verão tórrido em lábios vermelhos, é outono em sua inquietação interior e é inverno quando se abeira na janela pedindo luz.
É feiticeira sem bola de cristal, princesa perdida num conto que ainda ninguém contou. Talento artístico que ainda não a encontrou, ela é coração nobre em língua irónica.

Ela é gaivota que ora, que ri e que chora.

M

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