Fetiche

Hoje estou realmente inspirada a tentar algo novo, como aprender a construir uma palafita.  


Ocorre que a pia tem a mania feia de entupir de tempos em tempos e justo agora, como se não bastasse essa bagunça imperativa, resolveu fazer de novo. Se só entupisse e ficasse na dela, tudo bem, mas como ela foi realmente competente no intuito de me irritar e alagou meia cozinha. O cheiro está péssimo mas as crianças animadíssimas com a possibidade de morar em cima do banheiro, único lugar onde a água não vai alcançar. Lá é bom também porque tem um falso poço de luz, então a luminosidade é ótima. Legal. Bem legal. 

Essa história da pia já aconteceu uma vez. A diferença é que daquela vez tomei uma dose "boa" de ritalina e minha concentração (beirava a euforia) era tanta, meu empenho era tanto, que me diverti horas lirampando a área de serviço. Como já não tenho mais comprimidos "nem para remédio", temo que hoje não vá ser tarefa assim tão atraente. E não tenho visto Dr Paulo, coisa que já me deixaria melhor, muito menos me tratado ou guardado uma receita. Pena...

Mas tudo bem, nem só passar  óleo no corpo até parecer um frango assado vive uma mulher, então, lá vou eu desentupir aquele negócio. Se demorar para postar é porque me afoguei ou não existo mais, corroída (pela própria língua cáustica) pela soda. Pensando bem, dada a acidez dessa pessoa, vou salivar ali no ralo da pia, talvez resolva.

Justificando o título, alusão à um episódio parecido, do tempo do Traduzindo para o meu hebraico. E digo fetiche, porque caso meu marido tenha, talvez tenha sido ele o sabotador da pia.

Comentários

Martini Bianco disse…
post bem cáustico :)

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